Empresa de limpeza controla rota e horas quando cada atendimento vira uma linha com cliente, posto, funcionário, hora de entrada e hora de saída.
Dá para receber isso com os seus postos, a sua escala e o cálculo de hora extra já prontos: planilha personalizada para controle de rota e horas.
A discussão que estoura primeiro é a da hora extra. O funcionário diz que ficou até as 19h, o síndico diz que não pediu, e não existe registro de horário para ninguém abrir. A gente encontrou isso numa empresa de limpeza predial com oito funcionários: rota combinada no zap de manhã, horas da equipe no caderno e € 5.080 em atraso que o dono só enxergou quando precisou do dinheiro.
Todo o resto sai dessa linha: a fatura do mês, a hora extra e a lista de quem está devendo.
Enquanto isso ficar no papel, são três controles que nunca conversam: a folha da equipe num caderno, a rota num zap de manhã e o que o cliente deve na memória do dono.
A gente entrou numa empresa de limpeza predial que estava exatamente assim. Oito funcionários, contas a receber no papel, horas de equipe no papel e rota por funcionário no papel. No ano, € 52.140 faturados. E € 5.080 em atraso, de 3 clientes.
O papel aguenta até o terceiro cliente
Com dois clientes e três pessoas, o caderno funciona. O dono sabe de cabeça quem está onde.
O papel arrebenta em quatro pontos, e sempre nesta ordem:
- A hora extra vira discussão. O funcionário diz que ficou até tarde, o síndico diz que não pediu, e não existe registro de horário.
- O serviço avulso some. A vitrificação de um piso, a limpeza pós-obra, a lavagem da fachada. Foi feito, ninguém faturou.
- O atraso do cliente fica invisível. Sem uma coluna de vencimento, você só descobre que ele não pagou quando precisa do dinheiro.
- Ninguém consegue substituir ninguém. Se falta um funcionário, quem monta a rota do dia é a cabeça do dono, e só ela.
Rota, posto e contrato não são a mesma coisa
Essa confusão de nome atrapalha mais do que parece. Os três precisam de lugares diferentes na planilha, e separar isso é a primeira coisa que a gente faz ao montar uma planilha sob medida para empresa de limpeza.
Posto é o local com horas contratadas. O prédio X tem 4 horas na segunda e 4 na quinta. O posto não muda quando o funcionário muda.
Rota é a sequência do dia de uma pessoa. Fulano faz o posto A às 7h, o posto B às 11h e o posto C às 15h. A rota muda toda semana.
Contrato mensal é o que o cliente paga por mês e o que está incluído. O caderno de encargos, a lista do que o contrato cobre, mora aqui. É ele que responde se aquele serviço extra entra na fatura ou não.
Quando os três ficam na mesma coluna, a fatura do mês erra dos dois lados: cobra hora que não foi executada e deixa de cobrar hora que foi.
O papel contra uma linha por atendimento
| O que você precisa | No papel | Uma linha por atendimento |
|---|---|---|
| Horas feitas no posto no mês | soma o caderno | soma a coluna, filtro por posto |
| Hora extra por funcionário | discussão | diferença entre previsto e realizado |
| Serviço avulso a faturar | lembrança | filtro por tipo igual a avulso |
| Quanto cada cliente deve | memória do dono | soma das faturas em aberto |
| Rota de amanhã | mensagem de manhã | filtro pela data |
| Quem cobriu a falta de quem | ninguém sabe | coluna de funcionário na linha |
| Aviso de intervenção assinado | folha solta | anexo preso à linha |
A hora extra é o que mais custa
A hora extra tem duas metades. A primeira é a hora que o funcionário fez a mais. A segunda é a hora que o cliente deveria pagar a mais. Elas quase nunca são o mesmo número, e quase nunca são registradas juntas.
O jeito de resolver é ter as duas colunas na mesma linha: hora prevista no contrato e hora realizada. A diferença é o que vai para a folha, e é o que abre a conversa com o síndico, com data e horário na mão. Sem esse par de colunas, a hora extra é paga ao funcionário e não é cobrada do cliente.
O aviso de intervenção é o que sustenta a cobrança
Aviso de intervenção é o registro do que foi feito na visita. Em prédio, ele resolve discussão. O síndico troca, o novo diz que o serviço nunca foi feito, e o único jeito de responder é mostrar o histórico com data.
Três coisas fazem esse registro valer:
- Data e horário da entrada e da saída.
- O que foi feito, escolhido de uma lista, não digitado à mão.
- Foto quando o serviço é avulso, o caso da vitrificação ou da pós-obra.
Quando esse registro está preso à linha do atendimento, a fatura do mês vira consequência. Em vez de montar a fatura, você filtra o mês do cliente e ela já sai pronta.
€ 5.080 parados sobre € 52.140 no ano
Agora as contas com os números reais dessa empresa.
Faturamento do ano: € 52.140. Divida por 12 e o mês médio é € 4.345.
Em atraso: € 5.080, de 3 clientes. Ou seja, o que está parado é maior que um mês inteiro de faturamento. Para ser exato: 5.080 dividido por 4.345 dá 1,17. É 1,2 mês de trabalho já feito e não recebido.
Em percentual do ano: 5.080 dividido por 52.140 dá 9,7%. Quase um décimo do ano.
Do outro lado, a operação. São 8 funcionários. Divida o faturamento: 52.140 dividido por 8 dá € 6.517,50 por pessoa no ano, € 543,13 por mês. Esse é o número que diz se vale contratar mais um ou não. E era o número que ninguém tinha, porque ele exige as horas e a receita no mesmo lugar.
Volume de registro: suponha 4 postos por dia para cada pessoa. São 8 x 4 = 32 atendimentos por dia. Em 22 dias úteis, 704 atendimentos no mês. Setecentas linhas por mês num caderno é o motivo pelo qual o caderno não fecha.
E os 3 clientes em atraso? Três é um número pequeno. Cabe numa lista com data de vencimento, data do último contato e canal usado. Não precisa de nada complicado, só de uma coluna de vencimento que hoje não existe.
Por onde começar sem trocar tudo
- Uma aba só, uma linha por atendimento. Data, cliente, posto, funcionário, entrada, saída, tipo.
- Duas colunas de hora: prevista e realizada.
- Uma aba de contrato: cliente, valor mensal, dia de vencimento, horas incluídas.
- Uma aba de faturas: cliente, mês, valor, vencimento, data do pagamento. Em aberto é o que tem vencimento passado e pagamento vazio.
- Serviço avulso marcado na hora, com foto. Se não for marcado no dia, não é faturado no mês.
Perguntas frequentes
Como controlar rota e horas de funcionário em empresa de limpeza
Cada atendimento vira uma linha com cliente, posto, funcionário, hora de entrada e hora de saída. A fatura do mês, a hora extra e a lista de quem está devendo saem dessa mesma linha. Com 8 funcionários e 4 postos por dia, são 704 atendimentos por mês, volume que caderno nenhum fecha.
Qual a diferença entre posto, rota e contrato mensal na limpeza predial
Posto é o local com horas contratadas, como o prédio que tem 4 horas na segunda e 4 na quinta. Rota é a sequência de postos que uma pessoa faz no dia, e muda toda semana. Contrato mensal é o valor que o cliente paga e a lista do que está incluído. Três colunas, nunca uma.
Como provar hora extra para o síndico sem cartão de ponto
Duas colunas na mesma linha do atendimento resolvem: hora prevista no contrato e hora realizada. A diferença vai para a folha e abre a conversa com o síndico com data e horário na mão. Numa operação de 8 funcionários e 704 atendimentos por mês, o aviso de intervenção com entrada, saída e foto fecha a prova.
Quanto uma empresa de limpeza perde com cliente em atraso
Numa empresa de limpeza predial com 52.140 euros faturados no ano, 5.080 euros estavam em atraso, de 3 clientes. São 9,7% do ano e 1,2 mês de trabalho feito e não recebido, já que o mês médio fica em 4.345 euros. Três clientes cabem numa lista com vencimento, último contato e canal usado.
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Tire o caderno do meio primeiro
Oito funcionários e 704 atendimentos por mês cabem numa planilha bem montada, desde que a mesma informação pare de viver em três lugares que não se falam.
Comece pelas duas colunas de hora, prevista e realizada, na mesma linha do atendimento. Só isso já transforma a hora extra em número conferível, em vez de assunto para discutir com o síndico.
A gente faz a planilha sob medida com a sua rota por funcionário, os postos com horas contratadas, o avulso marcado no dia e as faturas em aberto por cliente. Aí os € 5.080 parados aparecem numa lista, não na sua memória.
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