Planilhas Personalizadas

Custo por parque eólico: frota, técnico e manutenção

Academia Excel
Escrito por Academia Excel em 13/09/2026
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Para ter custo por parque eólico, o centro de custo precisa ser campo obrigatório no momento do lançamento, nunca uma coluna preenchida depois no fechamento. Parque, torre quando o gasto nasce de uma ordem de serviço, e categoria.

Dá para montar isso com os centros de custo da sua operação: planilha sob medida para custo por parque.

O fechamento na manutenção de parque tem uma cena fixa. As notas do posto, da hospedagem e do guindaste chegam juntas, cada uma com data diferente da do serviço, e alguém precisa dizer de qual parque saiu cada uma. Quando a resposta depende da memória da equipe, o custo do parque muda conforme quem está lembrando.

A gente entrou numa empresa de manutenção de parques eólicos que não tinha controle nenhum rodando. Existia uma planilha antiga de frota, com abastecimento, óleo e pneu, parada havia meses. O pedido dele foi de uma frase: quero o custo lançado por parque.

Custo por parque vai muito além de acrescentar uma coluna: muda quem preenche o lançamento, o que o técnico de campo informa antes de sair da base e a forma como a nota do posto entra na planilha.

Por que a planilha de frota não vira custo por parque

A planilha de frota responde uma pergunta só: quanto custa manter aquele veículo. Ela tem placa, data, litros, valor e odômetro. Para o que foi feita, ela está certa.

Custo por parque é outra pergunta. Quanto saiu do caixa por causa daquele parque dentro de um mês. Isso inclui o abastecimento, mas inclui também a hora do técnico de campo, a peça trocada na torre, o guindaste contratado para a parada programada e a hospedagem da equipe.

Quando você tenta responder a segunda pergunta com a estrutura da primeira, o desfecho é sempre igual. Você soma o combustível por placa e depois tenta lembrar em qual parque aquele carro estava na terça. Ninguém lembra. Aí alguém arbitra o rateio na hora do fechamento, e o custo que chega na reunião muda conforme quem fez a conta naquele mês.

O centro de custo nasce no lançamento

A regra que a gente aplica ao montar uma planilha sob medida para essa operação é dura de propósito: nenhum lançamento entra sem centro de custo. Nem nota fiscal, nem apontamento de hora, nem adiantamento de viagem.

São três níveis no mesmo campo:

  1. Parque. Obrigatório em todo gasto de operação.
  2. Torre. Obrigatório quando o gasto sai de uma ordem de serviço em torre específica.
  3. Categoria. Frota, deslocamento, mão de obra, material, contratado externo.

Gasto de estrutura não recebe parque. Aluguel da base, honorário contábil e seguro da frota vão para um centro de custo administrativo e só depois são rateados, por uma regra escrita, aprovada uma vez e repetida todo mês.

Rateio sem regra escrita vira negociação todo mês, e o percentual acaba definido por quem tem mais argumento na reunião de fechamento.

As quatro famílias de custo de um parque

Frota e deslocamento

Abastecimento entra com odômetro no ato. Sem odômetro, você tem valor mas não tem quilometragem, e sem quilometragem não existe rateio defensável quando o mesmo veículo atende dois parques na mesma semana.

O critério que a gente prefere é quilômetro rodado por trecho, não dia de deslocamento. Dia trata igual um deslocamento de 40 km e um de 300 km.

Mão de obra de campo

Hora do técnico apontada dentro da ordem de serviço, com o parque já preenchido.

Se o técnico ficou 6 horas no parque A e 2 no parque B, o custo do dia dele se divide 75% e 25%. Isso só existe se o apontamento for por OS, não por presença.

Material e peça

Requisição do almoxarifado sai vinculada à OS. Peça que sai sem OS baixa do estoque sem destino, e depois ninguém sabe se foi consumo de parque ou perda.

Contratado externo

Guindaste, transporte especial, ensaio, laudo. Quase sempre o valor é alto e a nota chega semanas depois do serviço. O vínculo tem que ser com a parada programada, com a data do serviço, não com a data da nota. Senão o custo de setembro aparece no resultado de outubro e o parque parece barato num mês e caro no outro.

Tabela: o que nasce com parque e o que precisa de rateio

Tipo de gasto Nasce com parque? Regra de rateio Dado que sustenta
Abastecimento de veículo dedicado Sim Não rateia Odômetro e placa
Abastecimento do carro de supervisão Não Quilômetro rodado por parque Odômetro na saída e na volta
Hora do técnico de campo Sim Não rateia Apontamento por OS
Peça e consumível Sim Não rateia Requisição vinculada à OS
Guindaste e contratado externo Sim Não rateia Data do serviço na parada programada
Hospedagem e alimentação de equipe Sim Diárias por parque Escala da equipe
Aluguel da base e administrativo Não Percentual fixo por torre Cadastro de torres por parque
Seguro e licenciamento da frota Não Quilômetro rodado no ano Odômetro acumulado

Quem lança olha a linha dessa tabela e sabe o que preencher.

O exemplo: três parques, um mês de combustível

Vamos à conta que a gente fez na tela com o cliente.

Três parques em operação. Parque A com 12 torres, parque B com 20, parque C com 8. Quarenta torres no total.

Combustível do mês: R$28.400. Desse valor, R$21.300 saiu de veículo dedicado, já com o parque preenchido no lançamento. Sobra R$7.100 do carro de supervisão, que rodou os três parques.

Rateio por número de torres:

  • Parque A: 12 de 40 torres, 30%. R$2.130.
  • Parque B: 20 de 40, 50%. R$3.550.
  • Parque C: 8 de 40, 20%. R$1.420.

Rateio por quilômetro rodado, com o odômetro que passou a ser obrigatório:

  • Parque A: 2.100 km de 8.000, 26,25%. R$1.863,75.
  • Parque B: 4.300 km de 8.000, 53,75%. R$3.816,25.
  • Parque C: 1.600 km de 8.000, 20%. R$1.420.

A diferença no parque A entre os dois critérios é R$266,25 em um único mês, num único tipo de gasto. Repetido nos 12 meses, dá R$3.195. E estamos falando só de combustível de um carro.

Agora imagine o mesmo desvio aplicado em hospedagem, seguro e rateio administrativo. É por isso que a regra precisa estar escrita antes do primeiro fechamento, e não ser discutida a cada fechamento.

O que muda quando o custo por parque existe

O primeiro efeito aparece na operação, antes de aparecer no financeiro. Com custo por parque, a parada programada deixa de ser um evento de calendário e vira um valor. Você olha para trás e vê que o parque C consumiu R$1.420 de combustível para 8 torres, e o parque A consumiu R$1.863,75 para 12. Custo por torre de R$177,50 contra R$155,31.

Com esse número na mão, “o parque C está longe” vira “o parque C custa R$22,19 a mais por torre só em deslocamento”.

O segundo efeito aparece na proposta. Sem custo por parque, o preço do contrato de manutenção sai de estimativa. Com histórico de 6 meses por centro de custo, você monta preço olhando o que aquele tipo de parque consumiu de verdade.

A gente viu o mesmo padrão numa transportadora, em outro setor. As contas a pagar estavam espalhadas em 3 abas e o mês tinha cerca de 1.500 lançamentos. O que fez o número fechar foi exatamente isto: centro de custo por caminhão, obrigatório na entrada, sem exceção para “depois eu classifico”.

Perguntas frequentes

Como apurar custo por parque eólico na manutenção

Centro de custo obrigatório no momento do lançamento, com três níveis: parque, torre quando o gasto sai de uma ordem de serviço, e categoria. Nada entra sem eles, nem nota fiscal, nem apontamento de hora, nem adiantamento de viagem. Gasto de estrutura vai para um centro administrativo e é rateado por regra escrita, aprovada uma vez. Numa operação de 3 parques e 40 torres, o relatório sai por filtro.

Como ratear combustível entre parques quando o mesmo carro atende mais de um

Por quilômetro rodado por trecho, com odômetro anotado na saída e na volta. Num mês com R$28.400 de combustível, R$7.100 saíram do carro de supervisão que rodou três parques. Rateado por número de torres, o parque A ficaria com R$2.130. Por quilômetro, com R$1.863,75. A diferença é R$266,25 no mês e R$3.195 no ano.

Como saber o custo por torre de um parque eólico

Divida o custo alocado do parque pelo número de torres cadastradas. Com R$1.863,75 de combustível para 12 torres, o parque A fica em R$155,31 por torre. O parque C, com R$1.420 para 8 torres, chega a R$177,50. A conversa deixa de ser “o parque C está longe” e vira R$22,19 a mais por torre em deslocamento.

Dá para precificar contrato de manutenção de parque eólico sem custo por centro de custo

Dá, mas o preço vira chute com aparência de planilha. Com histórico de 6 meses por centro de custo, a proposta sai do que aquele tipo de parque consumiu de verdade: frota, hora de técnico, peça e contratado externo. Sem isso, só o carro de supervisão já distorce R$3.195 por ano num único tipo de gasto.

Leia também

Comece pelo campo obrigatório, não pelo relatório

Se hoje o seu controle de manutenção é uma planilha de frota, o primeiro passo é tornar o centro de custo obrigatório no lançamento e escrever a regra de rateio de cada linha da tabela acima, antes de pensar em painel.

Depois disso, o relatório por parque sai sozinho, porque o dado já nasceu classificado.

Se você quer o custo por parque, por torre e por ordem de serviço saindo do mesmo lançamento, a gente faz a planilha sob medida para a sua operação, com o centro de custo obrigatório, a regra de rateio escrita e o relatório por parque saindo por filtro.

Planilha sob medida para custo por centro

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